Atención

Búsqueda avanzada
Buscar en:   Desde:
6tas Jornadas de Estudios sobre la Infancia.
										Las infancias en América Latina entre diversidades, jerarquías y derechos (siglos XIX a XXI).
																				4 al 6 de junio de 2024.
										Buenos Aires, Argentina.
6tas Jornadas de Estudios sobre la Infancia 4 al 6 de junio de 2024 Buenos Aires, Argentina.
Jueves 6 de junio de 2024
Grupos de trabajo
Eje 1. B4. Mercado y Sociabilidades II
Sala 401 - Edificio Volta - Universidad Nacional de San Martín (VOLTA). Horario: 14:00hs a 16:30hs.
Coordinador(es): Paola Gallo y Ana Sánchez Trolliet.
Comentarista(s): Florencia Castells; Paola Gallo; Ana Sánchez Trolliet y Aline Fátima Lazarotto.
Duración: 2:30hs.
Espaços de sociabilidade de jovens de elite a partir das correspondências de amizades da família Bertaso (1926-1931)
Autor(es):
Isabel Schapuis Wendling.
Resumen:
Este trabalho se elabora a partir das questões iniciais do doutorado. Utiliza-se como fonte as cartas e correspondências trocadas com amigos dos membros da família Bertaso: Elza, Serafim e Jayme. Busca-se analisar nesses sujeitos que viveram suas juventudes entre os anos 1925 a 1935, os espaços de sociabilidade e relações de amizades construídas por jovens de elite no inicio do século XX. Faz-se necessário uma breve reflexão sobre os espaços sociais ocupados por esses jovens: filhos de Ernesto Bertaso, um imigrante italiano que chegou no Rio Grande do Sul-BR em 1890 e que em 1918, se tornou sócio proprietário da empresa colonizadora Bertaso, Maia e Cia, empresa responsável pela colonização das terras da região de Chapecó-SC; e a mãe Zenaide Bertaso, descendente imigrantes italianos, comerciantes de Bento Gonçalves-RS, tivera acesso a alfabetização (diferente de muitas outras meninas do final do século XIX no Brasil), indicando já uma cultura escolar na família da qual pertencia. Devido a empresa colonizadora pertencente a Ernesto Bertaso, essa família viveu a partir de 1918 uma ascensão social, e alcançaram um status de família de elite local. Por conta disso, ainda crianças, Elza (nascida em 1905), Serafim (1910) e Jayme (1912), tiveram acesso a uma educação formal em escolas destinadas a crianças de elite em regime de internado. Elza por ser menina recebeu uma educação destinada a seu papel de mulher na sociedade, aprendeu além de matérias padrão a bordar, costurar, a ter postura e a cultura cristã. Diferente de seus irmãos que tiveram uma educação integral, militar, cristã, além acessarem na vida adulta o ensino superior. Foi dessas escolas particulares que, ainda crianças esses irmãos e irmã, construíram suas primeiras redes de amizades, desenvolveram gostos, estilos e interesses, aprenderam a se portar como jovens das elites. Por conta da distância que infere os anos, essas amizades se mantiveram por meio das correspondências. Assim, foram nessas cartas, trocadas entre os três irmãos e amigos que esses jovens puderam manter os laços de afeto. Esta pesquisa tem por justificativa a necessidade de estudos que se voltem as juventudes e adolescências por tantos anos apagadas da história, e se sustenta a partir dos estudos das infâncias e juventudes nas perspectivas das historiadoras Susana Sosenski, Sílvia Maria Fávero Arend e Esmeralda Blanco Bolsonaro de Moura (2018; 20), que reforçam a necessidade de se fazer uma história das infâncias que abordem perspectivas das próprias crianças e adolescentes, e como afirmou Sosenski (2016), que deem espaços as vozes das crianças. Dessa forma buscaremos também analisar as diferenças de gênero entre as amizades e os espaços de sociabilidades ocupados por esses jovens de elite. Para a análise dessas cartas partimos do conceito de Escrita de si formulado por Michel Foucault no qual entende como uma atividade na qual o sujeito reflete sobre si nas experiências e ações cotidianas, “ocupa-se consigo mesmo”, produz uma narrativa sobre si em relação ao outro e, assim, elabora um exame de consciência sobre si. (1992, p. 157). Parte-se do pressuposto que a escrita epistolar fala tanto de quem escreve como sobre quem a lê, por ser uma escrita que o autor se direciona ao leitor, o destinatário. A carta por ser uma escrita partilhada permite refletir sobre os regimes de sensibilidade e sociabilidades (GOMES, 2013, p.119). Tal perspectiva permite compreender como se estruturam as relações de amizades dos sujeitos que se corresponderam. Utilizaremos também a categoria gênero, pelo viés de Joan Scott (1995) para análise das relações estabelecidas entre esses sujeitos. Assim, as correspondências abrem para os estudos das infâncias e juventudes pois se caracterizam por documentos escrita pelos jovens e crianças sobre suas próprias experiencias nessas idades da vida (ARIÈS, 1981, p.33). As análises preliminares das missivas permitiram perceber que os jovens Serafim e Jayme tiveram maior acesso a espaços públicos como cinema, futebol, bailes etc. Enquanto a jovem Elza, que se casou aos 19 anos ocupava espaços mais familiares: espaços privados e no máximo de festas da igreja ou da comunidade integravam os assuntos cotidianos. Além disso, percebemos – dentre as cartas disponíveis – que Elza se correspondia muito mais com membros da família, diferente dos irmãos que se correspondiam com outros jovens de elite de diversas regiões do Brasil. Esses espaços de sociabilidades, tanto os assuntos, espaços que ocupavam quanto com quem mantiveram relações de amizades apresentam um claro recorte de gênero e classe, e irão refletir na vida adulta desses jovens.

Referências:
AREND, Silvia Maria Fávero; MOURA, Esmeralda Blanco Bolsonaro de; SOSENSKI, Susana (org.). Infâncias e juventudes no século XX: histórias latino-americanas. Ponta Grossa: Toda Palavra, 2018. 368 p.

AREND, Silvia Maria Fávero; MOURA, Esmeralda Blanco Bolsonaro de. Um norte em comum: infância no sul do Brasil na produção historiográfica brasileira. In: CARDOZO, José Carlos da Silva et al (org.). História das crianças no Brasil Meridional. 2. ed. São Leopoldo: Oikos; Editora Unisinos, 2020.

CUNHA, Maria Teresa Santos. Do coração à caneta: cartas e diários pessoais nas teias do vivido (décadas de 60 a 70 do século XX). História: Questões e Debates, Curitiba, n. 59, p. 115-142, 06/2013.

DIAZ, Brigitte. O Gênero epistolar ou o pensamento nômade. São Paulo: Edusp, 2016.

FOUCAULT, Michel. A escrita de si. In: O que é um autor? Lisboa: Passagens. 1992. pp. 129-160.

SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 2, n. 20, p. 71-99, 06/1995.

SOSENSKI, Susana. Dar casa a las voces infantiles, reflexiones desde la historia. Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y Juventud: Niñez e juventud, [S.L.], v. 14, n. 1, p. 43-52, 13 jan. 2016. Fundacion Cinde. http://dx.doi.org/10.11600/1692715x.1411250315.
Sombreritos, guirnaldas y matracas. La dimensión material del cumpleaños infantil
Autor(es):
Paula Bontempo (CONICET-UNAJ) .
Resumen:
La celebración del cumpleaños comienza a festejarse a inicios del siglo veinte. Si bien existen antecedentes de estos festejos -sobre todo de personalidades públicas, como el caso del gobernador entrerriano Justo José de Urquiza- a lo largo del siglo veinte comienza a extenderse a otras capas de la población. Aunque fueron los sectores más acomodados quienes primero comenzaron a conmemorar con reuniones el aniversario del nacimiento, paulatinamente, otros sectores incluyeron en su calendario familiar esta costumbre. A medida que la infancia adquirió un valor particular en la sociedad y en la familia, como han demostrado diversos investigadores, fueron los niños y niñas los protagonistas del festejo y a quienes las familias comenzaron a agasajar. Al punto que, el festejo del cumpleaños, junto con otras celebraciones como la Navidad, Reyes y más adelante el Día del Niño, se transformaron en sinónimo de infancia. Aunque sabemos de la diversidad de realidades familiares e infantiles, en el imaginario, el festejo del cumpleaños se transformó en un “deber ser”: sin festejo de cumpleaños no hubo infancia.
Al mismo tiempo, el evento se complejizó en sus formas y comenzó a incluir ciertas reglas, momentos, espacios y elementos. Al mismo tiempo que se consolidó se transformó en un espacio de consumo de golosinas, cotillón y juguetes. Concretamente, en este trabajo, me propongo explorar la dimensión material de los cumpleaños. ¿Cómo lograron imponerse ciertas decoraciones y elementos que consideramos propios de un festejo infantil? ¿Qué lugar tuvieron los fabricantes en este proceso? ¿Qué nos puede decir, esta dimensión material, de las jerarquías familiares? Estas serán algunas de las preguntas que guiarán la ponencia que aborda el período que inicia en 1900 hasta 1990, momento en que los cumpleaños comienzan a festejarse de otra forma. Para estos objetivos, se recurrirá tanto a fuentes orales como escritas, entre ellas revistas, fotografías y publicidades.
La llegada de los desayunos Kellogg's a México: historia de una campaña publicitaria para niños y sus madres: 1940-1970
Autor(es):
Sosenski, Susana (UNAM) .
Resumen:
Me interesa estudiar la campaña de la compañía estadounidense Kellogg's en México entre 1940 y 1970 y las estrategias que utilizó para convencer a los mexicanos de cambiar sus hábitos alimenticios y comenzar a consumir hojuelas de maíz con leche en el desayuno. Este periodo en México se caracterizó por una importante recepción de hábitos y tradiciones provenientes de Estados Unidos. El estilo de vida mexicano se aceleró, se introdujeron electrodomésticos y la gente buscaba hacer las tareas del hogar de una manera más rápida. Se animó a las mujeres a abandonar las cocinas de carbón y cambiarlas por las de gas, a olvidar el tradicional mortero mexicano (molcajete) para preparar la comida y probar las nuevas licuadoras, y a cambiar la refrigeración de hielo por la eléctrica. En este contexto, se introdujo el consumo de cereales con leche en el desayuno a través de una publicidad dirigida directamente a las madres y los niños y niñas. Los anuncios hacían referencia a un discurso médico nutricional, que aludía a la falta de interés de los niños por la escuela debido a una deficiencia que podía solucionarse desayunando copos de maíz. Busco explorar si la recepción de este producto fue relativamente rápida, me interesa también estudiar las emociones a las que apelaron los anuncios, cuáles fueron las tensiones de estas campañas al enfrentarse con las tradiciones de alimentación infantil en México. Este tema entrecruza la historia de la infancia, la historia de la publicidad en México y la sociedad de consumo.
Organizadores
Auspiciantes