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6tas Jornadas de Estudios sobre la Infancia
— 4 al 6 de junio de 2024
— Buenos Aires, Argentina.
Grupos de trabajo
Eje 4. B2. Sexualidad y Escuela
Sala 406 - Edificio Volta - Universidad Nacional de San Martín (VOLTA).
Horario: 10:00hs a 12:30hs.
Coordinador(es):
Natacha Mateo y Santiago Zemaitis.
Comentarista(s):
Facundo Boccardi.
Duración:
2:30hs.
Infância, gênero e sexualidade: olhares que se entrecruzam entre escola e família
Autor(es):
Fernandes, Noeli Aparecida (Universidade Federal de São Paulo - Unifesp) .
Finco, Daniela (Universidade Federal de São Paulo - Unifesp) .
Finco, Daniela (Universidade Federal de São Paulo - Unifesp) .
Resumen:
O trabalho apresenta reflexões sobre como as questões de gênero e sexualidade que permeiam as relações entre crianças, docentes e famílias, estão presentes na instituição de Educação Infantil, a partir de olhares que se entrecruzam. Apresenta os resultados de uma pesquisa de mestrado desenvolvida em uma escola de Educação Infantil da rede municipal de São Paulo, a partir da análise de documentos, dinâmicas lúdicas com crianças e entrevistas semiestruturadas com famílias. No Brasil, nos últimos anos pudemos acompanhar a força de movimentos conservadores, que buscam criar um contexto de confusão e ameaças, sobre o direito das mães e pais de educarem suas/seus filhas/filhos. A necessidade de problematizar este contexto histórico e social trouxe a atenção para a infância no centro do discurso educacional, destacando um dos elementos-chave da relação entre educação, educação de gênero e crianças: a infância é cada vez mais um objeto de discórdia entre adultos, é de fato uma questão moral. Estudos sinalizam como o gênero vem sendo usado para a disseminação de pânico moral, em relação à educação das crianças. A transnacionalização dos movimentos antigênero, presentes tanto na América Latina quanto na Europa, revela a tentativa de imposição de uma agenda antigênero nas instituições de educação. Manifestações como as do movimento político reacionário “Escola Sem Partido”, com ideias difundidas com as palavras de ordem #ConMisHijosNoTeMetas, serviram de suporte para a construção de um pânico moral e confusão em relação à construção da identidade de gênero e a sexualidade na infância. Tal cenário traz grandes desafios frente à desconstrução de estereótipos de gênero desde a infância, e apontam para a necessidade da articulação acerca das culturas da infância, das culturas familiares e das culturas escolares na atualidade. A partir do pressuposto de que a criança é sujeito histórico e de direitos, no Brasil, em movimento concomitante com outros mundiais como a Convenção dos Direitos da Criança (ONU, 1989), legislações federais como Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), reafirmam o postulado de que a criança como Sujeito Histórico e de Direitos, constrói sua identidade pessoal e coletiva, a partir das interações, relações e práticas sociais cotidianas que vivenciam na sociedade, entre o contexto educacional e o contexto familiar. O cruzamento dos referenciais teóricos dos Estudos de Gênero e dos Estudos Sociais da Infância, nos leva a olhar para como as crianças tanto se adaptam e reproduzem, como resistem e reinventam, os valores e as culturas de gênero dos contextos sociais nos quais estão inseridas, produzindo culturas. Nos ajudam a construir olhares diferentes sobre as infâncias, buscando compreender seus interesses e formas de relações, rompendo-se com a visão das crianças como seres frágeis, carentes de proteção. A discussão das relações de gênero na infância pode representar a possibilidade de uma educação mais igualitária, que respeite a criança na construção de suas identidades de gênero e, considerando que a forma como meninos e meninas estão sendo educados/as, pode contribuir para se tornarem mais completos e/ou para limitar suas iniciativas e suas aspirações. Compreendendo gênero como a organização social da diferença sexual, uma construção social que uma dada cultura faz em relação a homens e mulheres, em nossa sociedade e como as relações vão se hierarquizando, desde antes mesmo do/a bebê nascer diante das expectativas que giram em torno de ser menina ou ser menino. Deste modo, o conceito de gênero nos auxilia a problematizar e a compreender as complexas relações entre natureza e cultura, bem como nos ajuda a desvendar as formas de educação da infância, problematizando a reprodução da cultura sexista e heteronormativa da nossa sociedade patriarcal. Ao cruzar infância e gênero, podemos repensar as relações sociais e de gênero desiguais presentes em nossa sociedade. O trabalho apresenta os resultados de dinâmicas lúdicas realizadas com um grupo de crianças da pré-escola, com idade de 4 e 5 anos, que permitiu que meninas e meninos, pudessem trazer suas percepções, seus sentimentos e emoções, sobre como suas vivências de gênero se fazem presentes tanto na casa, quanto na escola. Para completar os olhares que se entrecruzam, traz resultados de entrevistas com 05 famílias, que revelam os seus desejos, ideias, princípios, valores e pensamentos em relação à educação de seus/suas filhos/as. Os resultados apontam que as manifestações e expressões das crianças podem ser a chave para o fortalecimento do diálogo entre a instituição de Educação Infantil e as famílias, para que juntas possam discutir sobre as questões de gênero e sobre a qualidade da Educação Infantil, vislumbrando outras possibilidades para que as crianças possam expressar seus sentimentos, suas vontades e seus olhares, buscando romper com os estereótipos de gênero. Indicam que os conflitos de gênero surgidos podem ser vistos como potencializadores de reflexões e diálogos coletivos, essenciais para a construção de novas formas de pensamento, que ultrapassem os discursos de culpabilização, rompendo com silêncios existentes, problematizando as desigualdades de gênero presentes no processo educacional, dando ênfase ao respeito às diferenças das crianças. O trabalho busca problematizar as relações de poder desiguais, questionar a ordem dominante hegemônica de infância, na direção de uma Educação Igualitária que respeite as diferenças de gênero das crianças, na busca por uma sociedade mais justa, menos adultocêntrica e desigual.
Noeli A. Fernandes
Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp. Participante do Grupo de Pesquisa Gênero, Educação da Pequena Infância, Cultura e Sociedade da Unifesp Guarulhos - Brasil. Supervisora Escolar da Rede Municipal de Educação de São Paulo aposentada, tendo como foco de sua atuação a Educação Infantil.
Daniela Finco
Doutora em educação pela Universidade de São Paulo - USP. Professora associada do Departamento de Educação da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, professora do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de São Paulo da Universidade Federal de São Paulo. Líder do Grupo de Pesquisa Gênero, Educação da Pequena Infância, Cultura e Sociedade da Unifesp Guarulhos - Brasil.
Noeli A. Fernandes
Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp. Participante do Grupo de Pesquisa Gênero, Educação da Pequena Infância, Cultura e Sociedade da Unifesp Guarulhos - Brasil. Supervisora Escolar da Rede Municipal de Educação de São Paulo aposentada, tendo como foco de sua atuação a Educação Infantil.
Daniela Finco
Doutora em educação pela Universidade de São Paulo - USP. Professora associada do Departamento de Educação da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, professora do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de São Paulo da Universidade Federal de São Paulo. Líder do Grupo de Pesquisa Gênero, Educação da Pequena Infância, Cultura e Sociedade da Unifesp Guarulhos - Brasil.
Mensajes contradictorios acerca de la maternidad y la transición juvenil en la implementación del Programa de Retención escolar de alumnas madres, padres y embarazadas de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires. Análisis de la configuración de perfiles de les referentes del Programa en una escuela secundaria.
Autor(es):
Fernández Chein, Guadalupe (IIEGE-UBA/CONICET - EIDAES/UNSAM) .
Resumen:
En la Ciudad Autónoma de Buenos Aires, en las escuelas de nivel secundario, funciona el “Programa de Retención Escolar de Alumnas/os madres, padres y embarazadas” dependiente del Ministerio de Educación. Este Programa tiene por objeto el acompañamiento de las trayectorias educativas de les estudiantes que transitan su escolaridad gestando, maternando o paternando. Para ello, el dispositivo posee la figura de referentes institucionales, que es desempeñada por personal de la escuela que suma, a sus tareas cotidianas, el ejercicio de este rol.
En esta ponencia analizo los mensajes contradictorios que circulan acerca de la maternidad y la transición juvenil, a partir de indagar en las prácticas y sentidos de les referentes institucionales de una escuela secundaria de la zona sur de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires. Presentaré los resultados obtenidos en mi trabajo de campo realizado durante los años 2021, 2022 y 2023. A partir de diferentes estrategias metodológicas que incluyeron: el análisis de los documentos oficiales del Programa; entrevistas y conversaciones informales con “docentes/capacitadores” del área de coordinación del Programa y; entrevistas individuales, conversaciones informales y grupos focales con les referentes institucionales, presentaré las fuentes de influencia que configuran los perfiles de les referentes, al mismo tiempo que responden y negocian con los lineamientos programáticos oficiales.
Tomo los aportes de los estudios antropológicos de las políticas públicas en su cruce con las teorías feministas del Estado, para interrogar su funcionamiento a partir de pensarlo como un ente de variadas capas que cobija, en sus múltiples instancias y agentes, a un conjunto de ideologías y biografías que contribuyen a la configuración de las relaciones específicas de las instituciones (Haney, 1996; Gaitán, 2014; Medán, 2014).
A partir de indagar en la perspectiva de les agentes territoriales que implementan la política del Programa en la escuela presentaré, en esta ponencia, de qué modos resignifican la propuesta en el territorio y qué tensiones y negociaciones se producen con los lineamientos oficiales a la hora de llevarla a la práctica. Lo que pude identificar a lo largo de mi trabajo de campo es que la política pública se entrama en una compleja red de relaciones en las que entran en juego las trayectorias vitales de les diferentes agentes (Shore, 2010) con las moralidades que circulan en la escuela acerca de las jóvenes estudiantes que maternan que son construidas, por la institución, como una figura relevante merecedora de asistencia. En ese análisis, lo que hallé, es que les referentes sienten más proximidad con las lógicas comunitarias y barriales que con los modos que se proponen desde las jerarquías estatales. Ello, les lleva a posicionarse de manera externa al Programa, aunque formalmente pertenecen a él. Por ello, para comprender el funcionamiento de esta política pública, fue preciso reparar en las múltiples interpretaciones y resignificaciones que le otorgan a éstas les propies agentes situades en sus territorios específicos.
En esta ponencia analizo los mensajes contradictorios que circulan acerca de la maternidad y la transición juvenil, a partir de indagar en las prácticas y sentidos de les referentes institucionales de una escuela secundaria de la zona sur de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires. Presentaré los resultados obtenidos en mi trabajo de campo realizado durante los años 2021, 2022 y 2023. A partir de diferentes estrategias metodológicas que incluyeron: el análisis de los documentos oficiales del Programa; entrevistas y conversaciones informales con “docentes/capacitadores” del área de coordinación del Programa y; entrevistas individuales, conversaciones informales y grupos focales con les referentes institucionales, presentaré las fuentes de influencia que configuran los perfiles de les referentes, al mismo tiempo que responden y negocian con los lineamientos programáticos oficiales.
Tomo los aportes de los estudios antropológicos de las políticas públicas en su cruce con las teorías feministas del Estado, para interrogar su funcionamiento a partir de pensarlo como un ente de variadas capas que cobija, en sus múltiples instancias y agentes, a un conjunto de ideologías y biografías que contribuyen a la configuración de las relaciones específicas de las instituciones (Haney, 1996; Gaitán, 2014; Medán, 2014).
A partir de indagar en la perspectiva de les agentes territoriales que implementan la política del Programa en la escuela presentaré, en esta ponencia, de qué modos resignifican la propuesta en el territorio y qué tensiones y negociaciones se producen con los lineamientos oficiales a la hora de llevarla a la práctica. Lo que pude identificar a lo largo de mi trabajo de campo es que la política pública se entrama en una compleja red de relaciones en las que entran en juego las trayectorias vitales de les diferentes agentes (Shore, 2010) con las moralidades que circulan en la escuela acerca de las jóvenes estudiantes que maternan que son construidas, por la institución, como una figura relevante merecedora de asistencia. En ese análisis, lo que hallé, es que les referentes sienten más proximidad con las lógicas comunitarias y barriales que con los modos que se proponen desde las jerarquías estatales. Ello, les lleva a posicionarse de manera externa al Programa, aunque formalmente pertenecen a él. Por ello, para comprender el funcionamiento de esta política pública, fue preciso reparar en las múltiples interpretaciones y resignificaciones que le otorgan a éstas les propies agentes situades en sus territorios específicos.
Tejiendo la ESI en comunidad
Autor(es):
Marín, Patricia (Facultad de Psicología, UNMdP) .
Farabello, Sabrina (Facultad de Psicología, UNMdP) .
Iudica, Celia (Facultad de Psicología, UNMdP) .
Colacci, Romina (Facultad de Psicología, UNMdP) .
Ormart, Elizabeth (Fac. de Psicología, UBA) .
Farabello, Sabrina (Facultad de Psicología, UNMdP) .
Iudica, Celia (Facultad de Psicología, UNMdP) .
Colacci, Romina (Facultad de Psicología, UNMdP) .
Ormart, Elizabeth (Fac. de Psicología, UBA) .
Resumen:
VI Jornadas de estudios sobre las infancias.
Las infancias en América Latina entre diversidades, jerarquías y derechos (siglos XIX a XXI)
Título: Tejiendo la ESI en comunidad.
Autores: Marín, Patricia; Farabello, Sabrina; Iudica, Celia; Colacci, Romina; Ormart, Elizabeth.
En el presente trabajo se expondrán los resultados obtenidos de observaciones realizadas en jardines de infantes de la ciudad de Mar del Plata, en el marco del proyecto de investigación Estereotipos de género y diversidad familiar: los caminos de la ESI en el nivel inicial, radicado en la Facultad de Psicología de la UNMDP y financiado por el subsidio obtenido a través del PICTO 2022 GÉNERO 00016 FONCyT. El objetivo general del proyecto ha sido identificar los aciertos y los obstáculos en la implementación de esta reglamentación en nivel inicial, observando e interpretando específicamente la construcción de la identidad de género, la inclusión de la diversidad familiar, los procesos subjetivantes y la reproducción de los estereotipos de género.
En particular este trabajo se propone analizar la propuesta pedagógica articulada al cuento “Héctor, el hombre extraordinariamente fuerte”, de Magalí Le Huche, utilizado con les niñes como disparador de una actividad realizada en el marco de la efeméride del Dia internacional de la erradicación de la violencia contra las mujeres. Héctor es parte del circo extraordinario, lleno de personas extraordinarias. Un hombre fuerte, que posee un secreto: le gusta tejer al crochet, pero debe tejer a escondidas. El argumento sobre el que trabaja este cuento atraviesa temáticas íntimamente vinculadas a los objetivos de nuestra investigación, tales como la transmisión de estereotipos de género, las presentaciones y representaciones de lo violento, el sostenimiento de nociones heteronormativas, constituciones subjetivas organizadas sobre lineamientos patriarcales y binarios, entre otros ejes. Pero también el cuento versa sobre la importancia de “aprender a tejer”, construcción metafórica de una trama social y humana sostenedora de subjetividades y de tejido colectivo.
¿Cómo pensar los tejidos y las tramas en las escuelas? ¿Qué se teje en la escuela ante situaciones de vulneración de derechos en contextos patriarcales, en situaciones de vulnerabilidad social? ¿Qué estrategias se tejen para abordar las tensiones entre las familias, la escuela y la comunidad?
Consideramos al tiempo escolar como un proceso de subjetivación, complejo y profundo, a través de cuyas prácticas, las instituciones educativas producen modos de subjetivación. En particular, el inicio de la socialización de las infancias instalan huellas que se reproducen desde allí a lo largo del trayecto educativo. ¿Cómo pensar la escuela como un espacio que integre cuidado, aprendizaje y enseñanza?
La lectura de un cuento en forma colectiva, en donde la participación y lo lúdico se articulan en una perspectiva comunitaria permite pensar modos posibles de tejer lazos y abrir las puertas a la comunidad.
Sólo a partir del análisis profundo de las prácticas educativas más cotidianas, de sus lineamientos pedagógicos y de las intervenciones pedagógicas, es que podremos vislumbrar transformaciones sociales posibles.
Al rever qué fondo, forma o resto permanece aún en los modelos escolares heterosexistas y androcéntricos, se hace necesario revisar la lógica binaria y jerárquica que aún aparece recorriendo el núcleo de las instituciones escolares. Se trata de problematizar lo dicotómico, la exclusión, los silenciamientos en cuanto a los modos de instalar los estereotipos de género, las violencias de distinto orden, la discriminación y la posibilidad de cada una de sus reproducciones.
Nadie esperaba que después de la tormenta, fueran las clases de crochet de Héctor las que recompusieran el circo extraordinario. Todes se sentaron en círculo y Héctor les enseñó a tejer. Poco a poco tejieron sus ropas, sus gorros y hasta la carpa. Así, una escuela que teje tramas de cuidado, abierta a la comunidad, permite pensar prácticas subjetivantes posibles.
Las infancias en América Latina entre diversidades, jerarquías y derechos (siglos XIX a XXI)
Título: Tejiendo la ESI en comunidad.
Autores: Marín, Patricia; Farabello, Sabrina; Iudica, Celia; Colacci, Romina; Ormart, Elizabeth.
En el presente trabajo se expondrán los resultados obtenidos de observaciones realizadas en jardines de infantes de la ciudad de Mar del Plata, en el marco del proyecto de investigación Estereotipos de género y diversidad familiar: los caminos de la ESI en el nivel inicial, radicado en la Facultad de Psicología de la UNMDP y financiado por el subsidio obtenido a través del PICTO 2022 GÉNERO 00016 FONCyT. El objetivo general del proyecto ha sido identificar los aciertos y los obstáculos en la implementación de esta reglamentación en nivel inicial, observando e interpretando específicamente la construcción de la identidad de género, la inclusión de la diversidad familiar, los procesos subjetivantes y la reproducción de los estereotipos de género.
En particular este trabajo se propone analizar la propuesta pedagógica articulada al cuento “Héctor, el hombre extraordinariamente fuerte”, de Magalí Le Huche, utilizado con les niñes como disparador de una actividad realizada en el marco de la efeméride del Dia internacional de la erradicación de la violencia contra las mujeres. Héctor es parte del circo extraordinario, lleno de personas extraordinarias. Un hombre fuerte, que posee un secreto: le gusta tejer al crochet, pero debe tejer a escondidas. El argumento sobre el que trabaja este cuento atraviesa temáticas íntimamente vinculadas a los objetivos de nuestra investigación, tales como la transmisión de estereotipos de género, las presentaciones y representaciones de lo violento, el sostenimiento de nociones heteronormativas, constituciones subjetivas organizadas sobre lineamientos patriarcales y binarios, entre otros ejes. Pero también el cuento versa sobre la importancia de “aprender a tejer”, construcción metafórica de una trama social y humana sostenedora de subjetividades y de tejido colectivo.
¿Cómo pensar los tejidos y las tramas en las escuelas? ¿Qué se teje en la escuela ante situaciones de vulneración de derechos en contextos patriarcales, en situaciones de vulnerabilidad social? ¿Qué estrategias se tejen para abordar las tensiones entre las familias, la escuela y la comunidad?
Consideramos al tiempo escolar como un proceso de subjetivación, complejo y profundo, a través de cuyas prácticas, las instituciones educativas producen modos de subjetivación. En particular, el inicio de la socialización de las infancias instalan huellas que se reproducen desde allí a lo largo del trayecto educativo. ¿Cómo pensar la escuela como un espacio que integre cuidado, aprendizaje y enseñanza?
La lectura de un cuento en forma colectiva, en donde la participación y lo lúdico se articulan en una perspectiva comunitaria permite pensar modos posibles de tejer lazos y abrir las puertas a la comunidad.
Sólo a partir del análisis profundo de las prácticas educativas más cotidianas, de sus lineamientos pedagógicos y de las intervenciones pedagógicas, es que podremos vislumbrar transformaciones sociales posibles.
Al rever qué fondo, forma o resto permanece aún en los modelos escolares heterosexistas y androcéntricos, se hace necesario revisar la lógica binaria y jerárquica que aún aparece recorriendo el núcleo de las instituciones escolares. Se trata de problematizar lo dicotómico, la exclusión, los silenciamientos en cuanto a los modos de instalar los estereotipos de género, las violencias de distinto orden, la discriminación y la posibilidad de cada una de sus reproducciones.
Nadie esperaba que después de la tormenta, fueran las clases de crochet de Héctor las que recompusieran el circo extraordinario. Todes se sentaron en círculo y Héctor les enseñó a tejer. Poco a poco tejieron sus ropas, sus gorros y hasta la carpa. Así, una escuela que teje tramas de cuidado, abierta a la comunidad, permite pensar prácticas subjetivantes posibles.
Hacia una educación sexual integral desde la primera infancia: conocimientos, creencias y prácticas pedagógicas en el contexto chileno
Autor(es):
Mery Rodriguez (Universidad de Las Américas, Chile (UDLA)) .
Paula Guerra (Universidad Católica Silva Henriquez, Chile (UCSH)) .
Ximena Poblete (Universidad Alberto Hurtado, Chile (UAH)) .
Daniela Figueroa (Universidad Finis Terrae, Chile (UFT)) .
Paula Guerra (Universidad Católica Silva Henriquez, Chile (UCSH)) .
Ximena Poblete (Universidad Alberto Hurtado, Chile (UAH)) .
Daniela Figueroa (Universidad Finis Terrae, Chile (UFT)) .
Resumen:
Frente a la persistencia de inequidades, discriminación y violencias contra mujeres, niñas y disidencias, la educación formal se abre como un espacio para intervenir y generar los cambios culturales necesarios para avanzar hacia sociedades más inclusivas (O’Brien et al., 2021). Para ello, uno de los caminos es transitar desde perspectivas tradicionales sobre la enseñanza de la sexualidad hacia una educación sexual integral (ESI) que amplía la mirada de sexualidad abarcando las relaciones humanas, salud, derechos sexuales y reproductivos, reflexionando en torno a valores y el desarrollo de habilidades para tomar decisiones saludables e informadas sobre la vida y las relaciones humanas (Keogh et al., 2020). Promoviendo enfoque de derechos, valoración de diversidades y afectividades.
Para garantizar la ESI en los contextos educativos es fundamental el profesorado de todos los niveles, tanto desde sus competencias observables en sus prácticas pedagógicas, como desde sus actitudes y creencias (Dessel et al., 2017). En este aspecto, el trabajo en primera infancia es crucial, en tanto que las niñeces permanecen gran parte del día en interacción con educadoras, técnicos y sus pares, así las adultas tienen un rol clave en tanto pueden favorecer el estancamiento o ser promotoras de transformaciones que permitan el mejoramiento de las relaciones humanas, la visión de mundo y la vinculación con éste (Bourdieu & Passeron, 2005).
Este proyecto, releva la ESI desde las niñeces debido al primer encuentro con otredades que se genera en estos espacios, y desde donde se puede promover el respeto por las diversidades y por las identidades individuales. Resulta fundamental la ESI para las transformaciones culturales que posibiliten un mundo más justo, democratizador, seguro y respetuoso. Siendo, la educación un espacio fundamental para estos procesos, aquí desde el lenguaje e interacciones se configuran, construyen y/o reproducen prácticas y discursos sobre lo que es ser “niño/a/e”, según mandatos heteronormativos y cisgenéricos que excluyen a parte de la población infantil en su desarrollo. Lo mismo ocurre desde la mirada de las otredades y diversidades, migrantes, indígenas, familias diversas, entre otras que intersectan y quedan en el límite de la exclusión y las nociones de desigualdad.
En Chile más del 99% de educadoras son mujeres (SEP, 2022). Esto responde a factores culturales propios de una sociedad patriarcal, en donde el cuidado infantil ha sido histórica y culturalmente asignado a mujeres (Poblete, 2020). En consecuencia, en estos niveles se reproduce el rol de madre cuidadora hacia la figura de educadora.
Este proyecto busca comprender creencias, conocimientos y formas en que la ESI es manifestada en educación formal de niñeces y a partir de metodologías participativas como etnografías reflexivas, talleres, auto etnografías, entrevistas de autoconfrontaciòn, entre otras, se pueden generar estrategias que faciliten la incorporación y el desarrollo de ESI desde la primera infancia en un país donde no existe regulación o política pública que establezca formas de implementarlo. Queremos aportar evidencia sobre un problema muy poco estudiada en Chile, intentando movilizar creencias sobre el abordaje de los ejes fundamentales de la ESI en su práctica docente.
Para el desarrollo de esta investigación se cuenta con financiamiento público. Se trabaja desde lo cualitativo, con alcance descriptivo/comprensivo. Se incluyen 3 regiones de Chile, con un total de 7 instituciones de educación para la primera infancia, con una muestra cercana a las 70 personas, entre educadoras y técnicas. A la fecha se han realizado 30 entrevistas, observaciones etnográficas durante 6 meses y dos talleres con los equipos pedagógicos para reflexionar sobre lo observado y analizar sus prácticas. El 2024 se se desarrollarán entrevistas de autoconfrontación para reflexionar sobre las prácticas cotidianas, asimetrías y desigualdades, desconocimiento y desvalorización de la diversidad, avanzando en demostrar las potencialidades de trabajar desde la ESI para abordar estas problemáticas.
Los resultados del estudio inicial muestran la existencia de confusiones respecto a lo que es la ESI, sus componentes e importancia que tiene para la infancia. Sin embargo, en el trabajo se ha observado que hay acciones coherentes con este enfoque, pero que no se asumen como tal por falta de formación. Además, hay dificultades para asociar el currículum nacional con los elementos de la ESI, que sin ser explícitos, están allí presentes. A educadoras y asistentes, les cuesta asociar ESI con algo que trascienda lo biológico, lo ven alejado de la diversidad interseccional como etnia, edades, clase, entre otras,, mantienen desconocimiento, prejuicios y temores, asociando ESI con temas no adecuados para las infancias. El enfoque de género es comprendido desde una noción muy binaria y biologicista hasta algunas que logran comprender la diferencia entre identidad de género y sexuales, expresión o estereotipos.
Cebe destacar, el trabajo generado entre pares y en forma de comunidades de aprendizaje logrado en los talleres, donde las buenas prácticas se ponen de ejemplo y generan procesos reflexivos complejos. Hay un grupo fuerte que en este proceso ha vencido el miedo, abriéndose a los cambios y reflexionando respecto al mundo desde la mirada integral que este enfoque propone.
Bibliografía
Dessel, A, Kulick, L Wernick y D. Sullivan (2017), “The Importance of Teacher Support: Differential impacts by gender and sexuality”, Journal of Adolescence, vol. 56, núm. 1, pp. 136-14 4. DOI: https://doi.org/10.1016/j.adolescence.2017.02.002
Bourdieu, P y J .Passeron (2005), La reproduction. Éléments pour une théorie du système d’enseignement, París, Éditions de Minuit
O’Brien, H, J. Hendriks y S. Burns (2020), “Teacher Training Organizations and their Preparation of the Pre-service Teacher to Deliver Comprehensive Sexuality Education in the School Setting: A systematic liter-ature review,” Sex Education, vol. 21, núm. 3, pp. 284-303. DOI: https://doi.org/10.1080/14 681811.2020.1792874
Keogh., Ellie L, Angélica M, Estelle S, Ana M y Joshua A. (2020), “Classroom Implementation of Na-tional Sexuality Education Curricula in Four Low– and Middle–income Countries”, Sex Education, vol. 21, núm. 4, pp. 432-449.DOI: https://doi.org/10.1080/14681811.2020.1821180
Subsecretaría de Educación Parvularia (SEP). 2022. Informe de caracterización de la educación parvularia oficial 2021. Descripción estadística del sistema educativo asociado al nivel de Educación Parvularia en Chile.
Poblete, X. 2020. “Performing the (religious) educator’s vocation. Becoming the ‘good’ early childhood practitioner in Chile”. Gender and Education 32(8): 1072-1089. https://doi.org/10.1080/095 40253.2018.1554180
Para garantizar la ESI en los contextos educativos es fundamental el profesorado de todos los niveles, tanto desde sus competencias observables en sus prácticas pedagógicas, como desde sus actitudes y creencias (Dessel et al., 2017). En este aspecto, el trabajo en primera infancia es crucial, en tanto que las niñeces permanecen gran parte del día en interacción con educadoras, técnicos y sus pares, así las adultas tienen un rol clave en tanto pueden favorecer el estancamiento o ser promotoras de transformaciones que permitan el mejoramiento de las relaciones humanas, la visión de mundo y la vinculación con éste (Bourdieu & Passeron, 2005).
Este proyecto, releva la ESI desde las niñeces debido al primer encuentro con otredades que se genera en estos espacios, y desde donde se puede promover el respeto por las diversidades y por las identidades individuales. Resulta fundamental la ESI para las transformaciones culturales que posibiliten un mundo más justo, democratizador, seguro y respetuoso. Siendo, la educación un espacio fundamental para estos procesos, aquí desde el lenguaje e interacciones se configuran, construyen y/o reproducen prácticas y discursos sobre lo que es ser “niño/a/e”, según mandatos heteronormativos y cisgenéricos que excluyen a parte de la población infantil en su desarrollo. Lo mismo ocurre desde la mirada de las otredades y diversidades, migrantes, indígenas, familias diversas, entre otras que intersectan y quedan en el límite de la exclusión y las nociones de desigualdad.
En Chile más del 99% de educadoras son mujeres (SEP, 2022). Esto responde a factores culturales propios de una sociedad patriarcal, en donde el cuidado infantil ha sido histórica y culturalmente asignado a mujeres (Poblete, 2020). En consecuencia, en estos niveles se reproduce el rol de madre cuidadora hacia la figura de educadora.
Este proyecto busca comprender creencias, conocimientos y formas en que la ESI es manifestada en educación formal de niñeces y a partir de metodologías participativas como etnografías reflexivas, talleres, auto etnografías, entrevistas de autoconfrontaciòn, entre otras, se pueden generar estrategias que faciliten la incorporación y el desarrollo de ESI desde la primera infancia en un país donde no existe regulación o política pública que establezca formas de implementarlo. Queremos aportar evidencia sobre un problema muy poco estudiada en Chile, intentando movilizar creencias sobre el abordaje de los ejes fundamentales de la ESI en su práctica docente.
Para el desarrollo de esta investigación se cuenta con financiamiento público. Se trabaja desde lo cualitativo, con alcance descriptivo/comprensivo. Se incluyen 3 regiones de Chile, con un total de 7 instituciones de educación para la primera infancia, con una muestra cercana a las 70 personas, entre educadoras y técnicas. A la fecha se han realizado 30 entrevistas, observaciones etnográficas durante 6 meses y dos talleres con los equipos pedagógicos para reflexionar sobre lo observado y analizar sus prácticas. El 2024 se se desarrollarán entrevistas de autoconfrontación para reflexionar sobre las prácticas cotidianas, asimetrías y desigualdades, desconocimiento y desvalorización de la diversidad, avanzando en demostrar las potencialidades de trabajar desde la ESI para abordar estas problemáticas.
Los resultados del estudio inicial muestran la existencia de confusiones respecto a lo que es la ESI, sus componentes e importancia que tiene para la infancia. Sin embargo, en el trabajo se ha observado que hay acciones coherentes con este enfoque, pero que no se asumen como tal por falta de formación. Además, hay dificultades para asociar el currículum nacional con los elementos de la ESI, que sin ser explícitos, están allí presentes. A educadoras y asistentes, les cuesta asociar ESI con algo que trascienda lo biológico, lo ven alejado de la diversidad interseccional como etnia, edades, clase, entre otras,, mantienen desconocimiento, prejuicios y temores, asociando ESI con temas no adecuados para las infancias. El enfoque de género es comprendido desde una noción muy binaria y biologicista hasta algunas que logran comprender la diferencia entre identidad de género y sexuales, expresión o estereotipos.
Cebe destacar, el trabajo generado entre pares y en forma de comunidades de aprendizaje logrado en los talleres, donde las buenas prácticas se ponen de ejemplo y generan procesos reflexivos complejos. Hay un grupo fuerte que en este proceso ha vencido el miedo, abriéndose a los cambios y reflexionando respecto al mundo desde la mirada integral que este enfoque propone.
Bibliografía
Dessel, A, Kulick, L Wernick y D. Sullivan (2017), “The Importance of Teacher Support: Differential impacts by gender and sexuality”, Journal of Adolescence, vol. 56, núm. 1, pp. 136-14 4. DOI: https://doi.org/10.1016/j.adolescence.2017.02.002
Bourdieu, P y J .Passeron (2005), La reproduction. Éléments pour une théorie du système d’enseignement, París, Éditions de Minuit
O’Brien, H, J. Hendriks y S. Burns (2020), “Teacher Training Organizations and their Preparation of the Pre-service Teacher to Deliver Comprehensive Sexuality Education in the School Setting: A systematic liter-ature review,” Sex Education, vol. 21, núm. 3, pp. 284-303. DOI: https://doi.org/10.1080/14 681811.2020.1792874
Keogh., Ellie L, Angélica M, Estelle S, Ana M y Joshua A. (2020), “Classroom Implementation of Na-tional Sexuality Education Curricula in Four Low– and Middle–income Countries”, Sex Education, vol. 21, núm. 4, pp. 432-449.DOI: https://doi.org/10.1080/14681811.2020.1821180
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