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DO ENCONTRO CONSIGO MESMO NO PORVIR E A POSSIBILIDADE DE NÃO ACHAR-SE: da liberdade como angustiar-se diante de si e o ser “como” angústia “sendo-angústia” para da angústia fugir em Jean-Paul Sartre
Mariano da Rosa, Luiz Carlos.
Cadernos Zygmunt Bauman - UFRGS / Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre/RS), vol. 16, núm. 41, 2026, pp. 1-40.
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Resumen
Detendo-se na liberdade como um manter-se fora do alcance do sere um guardar-se imune a sua ação em um para além de um nada, Sartre assinala a angústia como reconhecimento de uma possibilidade como sua possibilidade e identificação da ruptura em relação a sua essência pelo nada. Dessa forma, angustiar-se diante de sié o que se impõe à liberdade em um movimento que encerra o nada enquanto “porquê”, tratando-se de reconhecimento pelo existente humano de uma possibilidade como sua possibilidade. Consistindo a angústia na captação reflexiva da liberdade por ela mesma, o seremerge “como”angústia “sendo-angústia” para da angústia fugir, conforme defende Sartre, que assinala oato original através do qual o humano existente é para si mesmo seu próprio nadacomo o que se impõe à descoberta na imanência absoluta enquanto subjetividade pura do cogito instantâneo em um processo que encerra a questão envolvendo a consciência e o seu modus essendicomo fundamento que possibilita ao existente humano surgir no mundo como o ser que é seu próprio nada e como o ser através do qual o nada vem ao mundo.Assim, tendo em vista a construção teórico-conceitual de Sartre como o encontro consigo mesmo no porvir e a possibilidade de não achar-se, na medida em que assinalaum ser para o qual em seu próprio ser impõe-se a consciência do nada de seu ser entre a má-fé e a mentira, o Prof. Luiz Carlos Mariano Da Rosa, em consonância com o princípio hermenêutico-fenomenológico-ontológico-existencial,sublinha que,se somos-angústia-para-dela-fugirna unidade de uma mesma consciência, apossibilidade de má-fé implica a necessidade da unidade do ser e do não ser, isto é, o ser-para-não ser, convergindo para a identificação da consciência através de uma definição que não se circunscreve as fronteiras de um ser para o qual em seu próprio ser impõe-se o seu ser enquanto este ser implica um outro ser que não si mesmo, mantendo-se concomitantemente sob a égide de um ser para o qual em seu próprio ser impõe-se a consciência do nada de seu ser.
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