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Os desafios das mulheres na educação profissional
Jobim, Letícia Mossate. - Docente do Instituto Federal Farroupilha RS/Brasil-Doutoranda do Programa de Pós Graduação da Universidade Federal de Pelotas/RS/Brasil.
Silva, Márcia Alves da. - Docente do Programa de Pós Graduação Universidade Federal de Pelotas/RS/Brasil.
1º Congreso Internacional de Ciencias Humanas - Humanidades entre pasado y futuro. Escuela de Humanidades, Universidad Nacional de San Martín, Gral. San Martín, 2019.
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Resumen
Muitos desafios estão sendo lançados à Educação, ocasionado, entre outros fatores, pelo empoderamento que alguns grupos, historicamente alijados de seus direitos, vêm adquirindo. Dentre estes, destacamos as mulheres, que por muito tempo foram excluídas e invisibilizadas de diversos espaços e instituições, dentre elas o espaço educacional. Devido a intensa produção discursiva que legitimou sua inferioridade, alegando que seu destino natural era o de ser mãe, por muito tempo lhes foi negado o acesso ao conhecimento e o direito à educação formal. Quando concedidos, era de forma controlada e limitada. Ficou-lhes reservado apenas, o conhecimento mínimo necessário para tornar-se uma boa esposa e mãe. Apesar das inúmeras transformações ocorridas na educação, ainda encontramos a crença na inferiorização e incapacidade das mulheres para exercerem determinadas profissões, e que, precisam ser derrubadas. Por isso, a importância de o espaço educacional ser investigado tanto como um território em que as relações desiguais de gênero são produzidas e reforçadas, como um espaço de fortalecimento de lutas e resistências. Várias pesquisas vem demonstrando que a tensão ocasionada pela inserção de mulheres em espaços até então ocupados somente por homens, tem provocado reações de conflito, resistências e discriminações em diferentes instâncias: educacional, política, social e também familiar. Este artigo busca problematizar os enfrentamentos vivenciados pelas primeiras alunas mulheres a ingressarem no curso Técnico em Agropecuária, do atual Instituto Federal Farroupilha- Câmpus São Vicente do Sul/RS, cujo público, desde a sua criação no ano de 1954, foi majoritariamente masculino. A problematização é feita a partir de frases ditas para e sobre as alunas, que optaram pela curso de Agropecuária a partir da década de 80, até então frequentado somente por homens. A análise busca na origem das frases naturalizadas, evidenciar históricos de preconceito e discriminação, fortalecidos por diversos discursos aos quais as mulheres foram submetidas ao longo da vida, dentre eles o discurso científico. Para a coleta de dados foram realizadas entrevistas individuais com servidores, servidoras e alunas do período em questão. Os resultados evidenciaram que o pensamento androcêntrico patriarcal ainda é predominante tanto no mundo acadêmico como na sociedade em geral; e que, ocupar espaços e ganhar direitos, não significa que as mulheres estejam usufruindo-os, da mesma forma que os homens. Embora elas estejam presentes em grande número nos Institutos Federais, tanto como docentes como estudantes, ainda se mantêm pensamentos e valores patriarcais. Isso remete à necessidade de enfrentamento e superação das concepções tradicionais do feminino, que alimentam a divisão sexual do trabalho.
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